Landline – Rainbow Rowell

landline-rainbow-rowell

Assim que esse livro saiu nos EUA (julho de 2014), fiquei com muita vontade de ler. Já tinha lido os três anteriores da autora (Fangirl, Eleanor & Park e Attachments) e gostado bastante, mas não estava certa se era o momento ideal na minha vida para um livro mais jovem. Fui para os livros mais adultos, me apaixonei pelo Carver e passei semanas lendo só quadrinhos. Por fim, minha cabeça já estava novamente em um momento pró-Rainbow.

Landline me chamou ainda mais a atenção do que os outros livros por ter uma dose mágica de viagem no tempo, mas como esperei um pouco para começar o livro, já tinha visto algumas resenhas não muito empolgadas. Iniciei a leitura sem grandes esperanças e acabei tendo uma boa experiência.

Continuar lendo

Iniciantes — Raymond Carver

Captura de Tela 2014-07-01 às 21.05.14Descobrir Iniciantes foi uma grata surpresa. A primeira vez que ouvi falar do livro foi em um congresso de história no interior de Minas Gerais. A pessoa que falava sobre o livro tinha uma voz mole, que vai envolvendo o ouvinte aos poucos. No começo eu não estava dando nada nem pelo livro nem pela exposição. Que raios eu queria saber sobre a troca de cartas de um escritor americano com seu editor? O congresso já estava chato e tudo que eu queria era que a hora do bar chegasse logo. Não lembro muito bem como foi o processo, mas de repente vi que minha atenção estava toda direcionada para o que estava ouvindo: as cartas de Raymond Carver e Gordon Lish. Talvez tenha sido a mineridade do expositor, talvez tenha sido o silêncio da sala ou o frio de Minas Gerais, mas ali Raymond Carver tinha me ganhado um pouquinho. Saí pensando que Lish deveria ter sido muito canalha — vejam bem, isso foi coisa minha, o palestrante não teve nada que ver com essas conclusões —, editar contos a ponto de ficarem 40% menores e ainda mudar quase todos os títulos? Não era possível que fosse boa pessoa. Continuar lendo

As cavernas de aço – Isaac Asimov

imagemAcredito que tenha demorado para começar esse livro visto que minhas últimas leituras de Asimov ou foram muito exigentes, trilogia Fundação, ou muito surpreendentes, Eu, robô. O tema, um romance policial de ficção científica com robôs, não poderia me deixar mais curiosa — uma série bem legal, que infelizmente foi cancelada, era levemente baseada nesse livro, Almost Human — e saber que o segundo volume da trilogia está chegando às livrarias foi o pontapé que faltava.

Pode parecer estranho, mas nunca achei uma obra de Asimov realmente genial. E isso não é algo negativo. O genial incomoda, assusta, desconforta. Tem seu papel, mas não é o mais agradável deles. E a impressão que tenho ao ler os livros de Asimov é a contrária, existe um conforto na leitura que não é o conforto fácil que reduz o tema, é antes o conforto de alguma coisa bem delineada, pensada para prender e ajudar o leitor. Mesmo no universo da Fundação com seus 3/7 livros, não é exigido do leitor um esforço para acompanhar o livro. Parece que o autor sabe que seu projeto, difundir a ciência e a ficção científica, já é grande o suficiente e para completá-lo é melhor ser mais amigo do leitor. Continuar lendo

Sex Criminals – Matt Fraction e Chip Zdarsky

*Essa série de quadrinhos não é indicada para menores de 18 anos*

sex-criminals-vol-01-releasesAndo num caso de amor com a editora Image Comics. Depois de ler Saga, fui procurar outro quadrinho para me apaixonar, a indicação de um amigo se juntou à lista de indicados ao prêmio Eisner e comecei a ler Sex Criminals. Tudo que eu sabia sobre ele é que os dois personagens principais conseguiam parar o tempo quando atingiam o orgasmo. Premissa interessante, vai. Não gosto de pegar séries muito no começo (essa, por exemplo, só tem 5 números e 1 encadernado, o número 6 está previsto para 18 de junho de 2014), mas dei um desconto pelo tema inusitado. Também nunca tinha acompanhado nada dos dois autores, mas o título estava me chamando. Continuar lendo

Saga – Brian K. Vaughan e Fiona Staples

Saga é um dos quadrinhos mais legais que li ultimamente (e pela quantidade de quadrinhos que ando lendo, isso diz muito). Muitas vezes descrito como Star Wars com conteúdo adulto, vemos na contracapa um aviso bem grande dizendo que a revista não é recomendada para menores – ou seja, todos os adolescentes de 13 anos estão lendo. Os desenhos de Fiona Staples são tão incríveis e bem feitos que fica difícil culpar os meninos.

Logo de início conhecemos os personagens principais: Marko (de Wreath), Alana (de Landfall) e Hazel (a narradora). O planeta de Alana entrou em guerra com o satélite de Marko há um bom tempo. A guerra tomou proporções cada vez maiores e acabou por envolver todo o universo conhecido. Nesse improvável cenário, um relacionamento entre as espécies – os habitantes de Landfall têm asas, enquanto os de Wreath, chifres – não aparecia no cardápio.

Alana, Marko e a bebê Hazel

Alana, Marko e a bebê Hazel

Continuar lendo