O bicho-da-seda – Robert Galbraith

O post de hoje é uma participação super especial da minha amiga Beatriz D’Oliveira. Potterhead e fanfiqueira de carteirinha, está aqui escrevendo sobre o novo livro de Galbraith/Rowlling.

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por Beatriz D’Oliveira:

O-bicho-da-seda_CAPA-FINAL1O bicho-da-seda é o segundo livro do Robert Galbraith (pseudônimo da tia J.K. Rowlling, aquela do menino com a cicatriz de raio na testa e tal). O primeiro, para quem não ouviu falar, foi O chamado do Cuco [vídeo da Luara aqui]. Os dois são livros detetivescos, com os mesmos personagens principais: o detetive particular Cormoran Strike e sua sidekick Robin Ellacot.

O chamado do Cuco é muito bom, mas O bicho-da-seda é ainda melhor. Ok, talvez eu tenha sido ~levemente~ comprada pelo fato de que a trama se passa muito dentro do universo editorial (no qual eu trabalho). E ela dá uns chutes bem letais no ego dos autores (o que todo mundo já quis fazer uma vez ou outra). Mas, no geral, a trama é muito boa.

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Carol – Patricia Highsmith

Price-of-Salt“A hora do almoço no refeitório dos funcionários da Frankenberg’s chegara a seu auge.” É a primeira frase de Carol (também publicado como O preço do sal); assim mesmo, solta, seguida por outro parágrafo. Uma história de amor, obsessão e road trip que começa em um refeitório apertado, abafado e pouco apetitoso. Patricia Highsmith cria ambientes de forma muito viva, e é possível se sentir dentro da loja Frankenberg’s em uma fria véspera de natal em Nova York.

Therese Belivet é a mente que o narrador descreve; uma jovem cenógrafa que procura um trabalho temporário de fim de ano. A loja tem tudo aquilo que Therese não quer, desde uma vida já traçada até uma bolsa cara demais. E em todas as cenas que se passam dentro da loja, é possível sentir o ar pesado de aquecimento artificial e vapor. Mesmo o primeiro encontro de Therese e Carol não conseguiu me desvencilhar da ideia de sufoco que a loja e todos os casacos de pele me passaram. Continuar lendo

Landline – Rainbow Rowell

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Assim que esse livro saiu nos EUA (julho de 2014), fiquei com muita vontade de ler. Já tinha lido os três anteriores da autora (Fangirl, Eleanor & Park e Attachments) e gostado bastante, mas não estava certa se era o momento ideal na minha vida para um livro mais jovem. Fui para os livros mais adultos, me apaixonei pelo Carver e passei semanas lendo só quadrinhos. Por fim, minha cabeça já estava novamente em um momento pró-Rainbow.

Landline me chamou ainda mais a atenção do que os outros livros por ter uma dose mágica de viagem no tempo, mas como esperei um pouco para começar o livro, já tinha visto algumas resenhas não muito empolgadas. Iniciei a leitura sem grandes esperanças e acabei tendo uma boa experiência.

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